BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Mulher, de 26 a 35 anos, Catalan

 

   

 
 

   

   


 
 
Blog de tatynha_muitolegal



antes,agora e depois...

Depois de passar pelo mosteiro tive e feliz idéia de entrar no centro cultural e ver minha querida amiga Paty, que há tanto não via. Mesmo com a distância, certas coisas não mudam, o reencontro é como se o passado não tivesse se descolado e não fizesse parte do pacote do longínquo.

 

Rever pessoas pode ter múltiplas finalidades e sensações,  rever a Paty, traz a sensação de possibilidades, de concretude, é uma volta quase que adolescente, tão alegre; começo reacreditar em coisas que estavam guardadas em uma cômoda amarela, no canto do quarto.

 

Ela é a rainha das melhores metáforas, mesmo triste ela é leve, e mesmo me convidando para ir tomar uma cerveja no Inferno, continua doce! Que criatura freqüenta um lugar que se chama Inferno?????????????? A nada angelical Paty!

 

Seu maior legado é essa jovialidade, vezes displicente, vezes madura, me dando bronca pelos gastos excessivos, e me relembrando esse povo que esta vindo agora... São muito mais ágeis, eles tem 23 anos e pós-graduação, ou levantamos a saia e saímos correndo de salto alto ou ficaremos pra trás!

 

De fato! Cada vez gente mais nova em lugares mais distantes... Bom e ruim. Bom, pois na teoria isso mostra um aumento de possibilidades, só não sei até onde isso é real ou se só acelerou um processo pra um mesmo grupo, ou até mesmo se sempre foi assim dentro de tal grupo, eu é quem não via. afinal não olhava para isso. Não sei mesmo.

 

O ruim fica por conta do desgaste, afinal se superar a cada dia, ser o melhor, o antenado, o resolvido, etc, etc, etc, é um desgaste descomunal, já que tudo está muitooooooo rápido é num piscar de olhos que ou você entra na ‘roda’ ou se encaixa de forma confortável no ‘limbo’ ou perde o rumo, e isso pode ser irremediável. Afinal se não sentou na Roda, não achou seu lugar no limbo, você corre um sério risco de estar no não lugar... A vala comum...

 

Boa mesmo foi a minha tarde de preguiça, deixei as obrigações malas de lado para historicizar e jogas conversa fora, deixamos até um pobre velhinho de cabelos em pé, mudou-se de mesa, a proximidade não convinha...

É isso o delicioso de revisitar lugares bons do seu mundo particular, aquele mundo que você divide com poucos, eleitos, é a sensação calma e morna que a normalidade não lhe cai bem, não convém, que seu lugar é o avesso, que nada de burocrático e enfadonho serve para te preencher é a plenitude, a certeza que mesmo insano, isso é tão bom quanto brownie ao vinho do porto.

 

 



Escrito por tatynha_muitolegal às 12h00
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