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'Não temas segue adiante e não olhes para trás.
Assim, devagar, e bonito, este dia cinza se inicia.
Felicidade é um tilintar no estômago, salada de frutas com iogurte, e muito melhor do que premio na loteria, ler seus pensamentos, que são os mais lindos que já inventaram, os mais geniais, profundos, articulados, sábios, sofisticados e perfeitos na imensidão da paulicéia.
Do lado de cá dessa caixa destrambelhada e com muitos fios, yo, ‘una persona rara’, no alto do que me parece ser o bem estar. As faltas que me doíam me deram folga, o desencanto monocromático derramou displicentemente um pote de purpurina dourada em meus cômodos e tudo ao meu redor brilha.
Os reencontros, esses fazem cada tristeza valer a pena, cada espera frêmita ser recompensada, cada desespero é bem-vindo quando depois deles te sei.
Assim, voy, feliz, feliz!!!
Outros lampejos de alegrias dos últimos dias, ganhei um carro, da minha ultra- generosa prima, estou em uma profunda volta às origens, se vou me encontrar não sei, mas que tenho me sentido máster feliz pela tentativa, sem dúvida.
Ou seja, tudo em ordem, em paz e feliz!
Bom né?
Por favor, dêem um descontinho para o meu lado carola que também retornou...
Escrito por tatynha_muitolegal às 10h35
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Das coisas que não contei, ou que falei pouco.
Se existe o pecado do exagero, e esse é comigo mesma, nunca sei a hora de parar, sempre aberta ‘como as veias da América Latina’, sempre gestando vésperas, sempre acelerada. Leve em consideração que sou aquáriana...
Agora algumas poucas vezes, em alguns poucos assuntos, falta, mas falta o quê?
Eu não havia falado que quebrei seu sofá novo, e nem que você gentilmente, me emprestou seu quarto novão, novão, antes de estreá-lo, não sabia se tinha o direito, falar do que me escapa entre os dedos, do que passou tão rápido, do que me emociona pelo avesso.
Te olhei de camisa verde, nó na garganta, aliança no dedo direito, e senti, tanto amor, tanta saudade, e muito medo de que Prudente caminhe 600km mais pra frente, de não termos muitas oportunidades de brigarmos por tudo como sempre fizemos, de não ver meus futuros sobrinhos, com a freqüência que eu gostaria, de não saber do seu emprego mala, de não ir com você tomar todas na cachaçaria, senti medo da vida adulta, mesmo já andando por essa passarela por alguns anos...
Lembro de você dentro da barriga da mãe, quando chegou em casa, um bebê tão bonito, gordinho, loirinho e sorridente, depois de bermuda vermelha e conga,ia para a escola. Brincávamos com o caminhão pintado, íamos para a natação, comíamos doce de leite de triângulos e brincávamos dentro do carro do vô e sempre travávamos o volante, hehehhe e levávamos muitas broncas também...
Lembro que pulávamos e cantávamos em cima da cama da mãe, enquanto ela não estava, jogávamos Sonic, assistíamos Chaves... Lembro quando cortou o rosto na cesta de vime, em pleno Natal, rasgou a perna na lâmpada e quando abriu os dedos no carrinho de rolimã...
Lembro quando jogou uma escova na minha cabeça e eu abaixei, acertou em cheio o vidro da janela do quarto...E quando me jogou um sabonete na testa e me deixou uma semana com um galo!
Também não esqueço você pequenino de calça social, camisa e gravata no aniversário da Vivi, lembro que não me deixava dormir dando altas gargalhadas a noite inteira usando a internet, e esperar eu dormir para fazer perguntas biiiiiiiiiiiiiiiiizarras sobre os assuntos mais diversos, e sobre a bolsa de cuba!!!!!!! Quando resolveu salvar o necessitado gato de rua, e para que pudesse entrar em casa lavou o pobre dentro do tanque!
Lembro quando doou seu quarto para o Ié-ié, quando mudou pra Prudente, da história do tal shopping de três andares subterrâneos, hehhehe, que me mandou um champanhe por sedex para podermos comemorar, a distancia, seu emprego na prefeitura, quando entrou para o Detran... E de mais uma série de detalhes que fazem com que eu ame profundamente você!!!!!!
Me perdoa por toda chatice desaforos e incompreensões... Ainda que excêntrica, confesso, um pouco autoritária, só fiz te amar... É só o jeito muito peculiar dessa figura, nada convencional, que tem muito orgulho de você e que é muito feliz em tê-lo como irmão.
Te amo Dechenzinhooo!

Escrito por tatynha_muitolegal às 01h23
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?
Receber o convite de aniversário do seu ex-aluno de 5 anos,escrito por ele mesmo, é ultra-emocionante! Que bonitinho! Primeiro ele não conseguiu por meu nome dentro da linha, então ‘subiu a serra’ e os dois Ss e o A quase caíram fora do convite, mas a carinha feliz de garotinho, dizendo que foi ele mesmo quem escreveu fez valer meu dia de volta às aulas!
A vida é um pouco injusta, mais só um pouco, pra vocês não ficarem dizendo que sou reclamona, já em casa converso com meu amigo, o rapaz dos programas mais clássicos, assistir um conserto de cordas no Teatro São Pedro, em que dia?????????????? No mesmo da festa do meu garotinho querido! Resultado, não dá para fazer duas coisas ao mesmo tempo e isso me deixa triste, mas... Amigo de verdade nunca se irrita por pouco, e só por isso, tivemos a capacidade de nos falarmos por quase 5 horas ao telefone! Pasa nada!
Ainda com câimbra na orelha me pergunto, de onde vem tamanha afinidade? O que é essa liga mágica que nos une as pessoas? De
que material é feito???
Escrito por tatynha_muitolegal às 23h40
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Pois é!
“Eu não tenho culpa de ter medo, eu não escolho, de repente eu olho e o medo tá lá, é sem querer, aí eu pego meu relógio com super-poderes, até o Ben10 tem um relógio com super-poderes, e agüento meu medo!”
Eu segurava sua mãozinha, andávamos pela rua da Móoca, meu pequeno primo de 4 anos, explicando seus medos noturnos.
As coisas são tão simples, nós é que complicamos tudo, se fossemos tão francos quanto as crianças a vida seria tão mais fácil..., Mesmo não sendo nenhum prodígio, o pequeno Guilherme falou tudo, ‘de repente eu olho e o medo ta lá’, se tivéssemos um relógio com super-poderes, a vida teria outra cor.
Aí chegou a hora em que a coisa mudou de figura, afinal o pequeno infante, resolveu me interpelar, você num tem medo né? De dormir sozinha? – Eu até poderia mentir, e dizer, não, nem um pouco, ou poderia ser sincera, mas ser sincera, também não cabia, então meias-verdades, -As vezes, igual você, eu olho e o medo ta lá!!!!
-Eu te empresto um pouco meu relógio do Ben10!
Meu ônibus chegou, e recebi o braço mais reconfortante, doce, pequeno na extensão dos braços e imenso na profundidade do sentir, Então eu disse, essa noite, usa você seu relógio, quando eu vier dormir aqui, você me empresta! Ele concordou. Mas não sem uma última observação: quando você dormir aqui, não vai dormir sozinha! Então melhor num outro dia eu te emprestar e você levar um pouco para sua casa lá é que não tem ninguém.
Muito cedo para teorizar com o infante, somos sozinhos, mesmo com multidões ao nosso redor, o tal medo não passa de tudo, para sempre, é variante, depende do dia, depende da Lua, das frestas em flor, dias se portam como flores de arranjos para festa, dias, são carnívoras, devoradoras, e dias esses são os piores, são flores de plástico, sem perfume natural.
Escrito por tatynha_muitolegal às 12h18
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eu vou!!!! vamos??????????
Olá!
Aqui é o Carlos José.
Tudo bem! Espero e torço para que sim.
“... nas asas do vento, nas asas da imaginação,
flutuei desejando vida melhor para todo meu povão ...” (CJ)
CURSO DE EXTENSÃO
(Primeira Turma de 2008)
“CIDADE” DE SÃO PAULO -
HISTÓRIA E HISTORIOGRAFIA:
IDENTIDADES, TERRITÓRIOS, PATRIMÔNIOS CULTURAIS, MEIO AMBIENTE E CONFLITOS
O Curso Organizado e Ministrado pelo:
Professor Doutor Carlos José Ferreira dos Santos
(Doutor pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP-FAU/USP; Mestre em História pela PUC/SP; Pós-Doutorando em História pela USP-FFLCH; Graduado pela UNESP-Franca; Autor dos Livros: “Identidades Urbanas e Globalização: constituição dos territórios em Guarulhos/SP” e “Nem Tudo Era Italiano”; Professor das Faculdades de Guarulhos e UniFMU; Assessor de Pesquisa do Mackenzie; Diretor do SINPRO-Guarulhos)

PS: O professor Carlos José, além de ser um mestre comprometido com a formação de seus alunos, é uma pessoa que contribui, muito, para a melhora do mundo!!! Espero você no curso, que sem dúvida será excelente!
Grande influência na minha escolha de vida!
Tatynha
Escrito por tatynha_muitolegal às 01h55
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Vamos?????? continuação
DATA/HORÁRIOS:
* Sábados – 16, 23, 30, de Agosto, 06 e 13 de Setembro de 2008
Das 09h até 12h
Ou
Das 14h até 17h
No dia 13 de Setembro será realizado Estudo de Campo no Centro Antigo da Cidade de São Paulo (14h até 18h) – veja o Roteiro na Programação que segue abaixo
OBS: CASO O INSCRITO NÃO PoSSA REALIZAR UM DOS MODULOS, A AULA PERDIDA PODERÁ SER REPOSTA POSTERIORMENTE COM UMA OUTRA TURMA
ABERTO PARA: Todas as pessoas interessadas em conhecer e/ou debater a História, Identidades, Territórios, Patrimônios Culturais, Meio Ambiente do município de São Paulo
LOCAL DO CURSO:
NO CENTRO DE GUARULHOS
LOCAL DO CURSO: SINPRO-Guarulhos
Rua Maria Lucinda, 53 - Centro - Guarulhos
Próximo a UNG e Rua Paralela à Avenida Tirandentes (Centro de Guarulhos)
(Tel: 6472-7098)
VALORES:
*80,00 reais (Estudantes, Professores e sindicalizados: SIMPRO e APEOSP)
*100,00 reais (Público em Geral)
(a vista ou parcelado em 2 vezes)
NO VALOR DO CURSO INCLUSOS:
- O Livro “Identidades Urbanas e Globalização: constituição dos territórios em Guarulhos/SP” de Carlos José Ferreira dos Santos (valor de capa: 30,00 reais);
- CD contendo imagens, textos e dados sobre a história de Guarulhos – um dos poucos materias pedagógicos sobre a história da cidade
- Certificados com a carga de 20 horas/aula
INSCRIÇÕES: - Ou Por E-MAIL: arquivohistorico@uol.com.br
OBS: é fundamental confirmar a inscrição com antecedência com a envio da ficha de inscrição
OBJETIVOS DIDÁTICOS, PEDAGÓGICOS E CONCEITUAIS DO CURSO:
O curso procura estudar os processos de produção, apropriação e semantização do espaço no município de São Paulo por sujeitos de diferentes classes e culturas que (re)configuram sua história e futuro, bem como os significados do município como “cidade” ou complexo de espacialidades diferenciadas.
Considera-se que esses agentes importam pelo resultado de sua ação no âmbito local de São Paulo, mas entende-se que esses atos também estão relacionados de maneira dinâmica à lógica dos modelos econômicos nacionais com reflexos regionais e municipais. Essa perspectiva abarca como protagonistas principais dos processos em questão, por um lado, as elites em múltiplas ramificações, por outro, o Estado em seus diferentes níveis organizacionais, e, por um terceiro ângulo, as camadas populares compostas tanto por participantes como por excluídos do mercado e dos direitos de cidadania.
Escrito por tatynha_muitolegal às 01h47
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Vamos????? continuação
Este é, portanto, um estudo de natureza histórico-social sobre transformações e persistências de configurações, usos e sentidos de São Paulo delimitado, cuja ocupação, exploração, “identidade” e meio ambiente vêm sendo redefinidas ultimamente com radicalismo veloz.
As aulas serão conceituais, contando com a participação dos inscritos e utilização de material áudio-visual.
MÓDULOS DO CURSO:
HISTÓRIA E HISTORIOGRAFIA DA “CIDADE” DE SÃO PAULO:
identidades, territórios, patrimônios culturais,
meio ambiente e conflitos
APRESENTAÇÃO
- A Identidade de São Paulo na História e Historiografia
- São Paulo – Identidades e Situação Geográfica
MÓDULO I
De Terra de Índios à “Cidade”: Primórdios – São Paulo e a produção Secular de Espaços Identitários
1.1. Da São Paulo Quinhentista até a “Segunda Fundação” da “Cidade” (1872):
- “Fundação” de São Paulo de Piratininga (1554) e os Aldeamentos
- Elevação à Vila (1558);
- Elevação à “Cidade” (1711);
- e a “Segunda Fundação” (1872)
1.2. Presença Identitária Indígena, Negra, Cabocla e Branca - o caso da atual Zona Leste e de Guarulhos:
- O Peabirú: vestígios da São Paulo Pré-Piratininga (pré-colonial)
- Aldeamento e Capela de São Miguel de Ururaí (1560/1622): Terra de Índio – expoliações e resistências
- Índios, Negros, Brancos e Caboclos nos Caminhos, Estradas e Paradas:
- Resistências: Tradições Populares, Vivências, Sincretismos, Festas, Capelas - os casos de Bonsucesso (Carpição e Nossa Senhora), Biacica, N.S. do Rosário dos Homens Pretos
MÓDULO II
A Cidade Moderna – Formação da Paulicéia Desvairada e Exclusão Sociocultural: Final do século XIX até a década de 1940
2.1. Cafeicultura, Industrialização, Modernização Urbana e Europeização - Consolidando Vocações (Terra do Trabalho e da Exclusão):
- As ações do Poder Público (municipal, estadual e federal) – Prefeitos, Engenheiros e Elite Local: João Teodoro, Victor Freire, Antonio da Silva Prado, Washington Luís, Anhaia Mello, Prestes Maia (Plano de Avenidas) e as intervenções federais
- Instituições e Elite Local: Escola Politécnica, Instituto de Engenharia, Idort, Ciesp, Sesi e Senac
- Planos, Intervenções e Exclusões Urbanísticas e Socioculturais: as Reformas Urbanas/Arquitetônicas, Sociais, Especulação Imobiliária e a Ferrovia
2.2. Novas e Antigas Identidades na “Terra Nostra” onde “Nem Tudo Era Italiano”:
- Presença dos Imigrantes e a (re)constituição de territórios: transformações socioculturais, urbanas e os movimentos sociais (sindicalismo, socialismos, greves)
- Resistências: Tradições Populares, Vivências, Sincretismos e Festas: Camadas Populacionais Incluídas e Excluídas dos projetos urbanísticos e sociais – o caso das camadas populares nacionais e da periferia Leste paulistana- “Malandros na Terra do Trabalho” - Moradia Popular: projetos (IAPs), vilas operárias, cortiços, subúrbio/periferia, favelas e a segregação urbana – “cidade legal” e “clandestina”
Escrito por tatynha_muitolegal às 01h45
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Vamos????????? continuação
MÓDULO III
Metropolização na Periferia do Capitalismo – Crescimento Populacional-Urbano, Periferização e Conflitos Sociais:
Da Década de 1950 até os Anos de 1980
3.1. Crescimento Populacional-Urbano e Industrialização Dependente:
- Desenvolvimentismo Dependente e suas repercursões na “Cidade”: Intervenções dos Poderes Federal, Regional e Local
- Constituição da Região Metropolitana da Grande São Paulo (1973/1974): regionalização da economia
- Concentração Urbana: Êxodo Rural, Migração, Verticalização e Periferização (crecimento horizontal)
- Planejamento Urbano, Planos Diretores, Projetos de Moradias Populares (BNH, Cohab, CDHU e Cingapura) e a Especulação Imobiliária
3.2. Novas e Antigas Identidades – Os Migrantes e a Periferia:
- Presença dos migrantes e a (re)constituição de territórios: transformações socioculturais, urbanas e os movimentos sociais (sindicalismo, socialismos, greves e a luta contra a ditadura)
- Resistências: Tradições Populares, Vivências, Sincretismos e Festas: Camadas Populacionais Incluídas e Excluídas dos projetos urbanísticos e sociais – o caso da perifeira Leste paulistana
- Moradia Popular: projetos, cortiços, favelas, moradores nas ruas/praças/viadutos, subúrbio/periferia e a segregação urbana – “cidade legal” e “clandestina”
MÓDULO IV
São Paulo como uma Metrópole Global e Periférica:
A virada do Século XX para o XXI
4.1. Globalização, Espaço local e Regional em São Paulo:
- A “Cidade” e a Mundialização da Economia: Novas Redes Produtivas e de Comunicação
- São Paulo e a Desconcentração Industrial e Descentralização Urbana: a Macrocidade
- A busca pela Revalorização das centralidades, as Operações Urbanas e espaços da globalização na “Cidade” de São Paulo
- Estatuto da Cidade, Planos Diretores, Projetos de Moradias Populares (Cohab, CDHU e Cingapura) e a Especulação Imobiliária
4.2. Novas e Antigas Identidades na “Cidade” de São Paulo:
- Constituição, Reconstituição e Permanências de territórios: transformações socioculturais, urbanas e os movimentos sociais
- Resistências: Tradições Populares, Vivências, Sincretismos e Festas: Camadas Populacionais Incluídas e Excluídas dos projetos urbanísticos e sociais – o caso da periferia Lesta paulistana
- Moradia Popular e a Função Social da Cidade e da Propriedade: projetos, cortiços, favelas, moradores nas ruas/praças/viadutos, subúrbio/periferia e a segregação urbana – “cidade legal” e “clandestina”
- Conflitos de Identidades e Socioculturais
VISITA AO CENTRO ANTIGO DA CIDADE DE SÃO PAULO - OPCIONAL
Roteiro:
- Páteo do Colégio – Museu e Maquete da cidade colonial (dois reais e cinquenta centavos a entrada- estudantes e professores);
- Solar da Marquesa;
- Prédios de Ramos de Azevedo;
- Região da Antiga Catederal;
- Catedral e Praça da Sé;
- Igreja de São Gonçalo;
- Igreja dos Enforcados e Praça da Liberdade;
- XV de Novembro/Direita/São Bento (antigo Triângulo central)
– localização da Antiga Igreja do Rosário dos Homens Pretos;
- Anhangabaú/Correio/Chá;
- Paissandú – Igreja do Rosário;
- República;
- Rua Maria Antônia/Rua Maranhão
Escrito por tatynha_muitolegal às 01h44
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!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Sabe de quem eu to falando? Daquele ser especial, aquele que gostei tantooooo que infernizava a vida da Déia diariamente, dizendo, Dé, que triste, ele é para sempre... Aquele tão esquisito que tinha horário para tudo, tão metódico, tão exótico, e tão encantadoramente ingênuo e bom, praticamente, o homem de Rousseau. (É do grupo dos sonsos metafóricos, com síndrome de saudade materna diariamente!!!).
Ele foi responsável, coitado, sem ter a menor noção de onde estava se metendo, pelo start, deflagrou minha crise existencial contida, deve ser por isso essa sensação de que ele era para sempre, afinal, depois de sua participação especial, minha vida nunca mais foi a mesma, uma crise tão profunda, abismal, quebra de todos os paradigmas da minha suave vida até então, abalou Bangu, nunca soube, tampouco saberá como foi divisor de águas...
Afinal para que saber? É um ser dos números, nunca vai entender a profundidade do que aconteceu, principalmente por estar no passada, ele é um empirista, sem muita habilidade para entender o ‘espírito humano’ hegeliano.
É impressionante, quando estamos dentro de uma situação não vemos saída, depois que pulamos a fogueira de São João para lá e para cá, sempre lembrando que a fogueira já queimou o meu amor, tudo vira fumaça!
Simples assim, domingo, aliás, domingo é dia do animado baile dos cadáveres, vocês já notaram? Todos eles na matine? Meu Deus, quanta gente desenterra o passado aos domingos, é quase uma festa em comemoração ao dia dos mortos, muitas caveirinhas açucaradas por aí, muita tequila, muita reverencia ao que passou! Impressionante. “Diga como morreu e te direi que era” Já disse o Paz. Essa máxima pode ser usada também nos relacionamentos... Diga como acabou e te direi se verdadeiramente era amor ou macumba!
Fora o susto, senti um imenso prazer em poder cantar sem medo, ‘O pra sempre, sempre acaba...’ Mas não bastava meu susto homérico, quando de repente uma mensagem no celular, mensagem que beirava lascívia. Não reconheci o número, pensei, alguém se enganou...
Mas não, acabo de ser acordada pelo número recorrente, bizarra certas coisas! Deve ser a Lua, a Lei da atração, ou puro azar, afinal sorte é que não é, ser convidada para dançar com todos esses ossos desenterrados!!!! Ôooo baile fúnebre!
Bom mesmo é para o ego, me sinto ‘quem te conhece não esquece jamais’, isso não alivia muito, passada a superficialidade do impulso, afinal só um alguém realmente me interessa, e quanto a esse, pouco tempo tem para se lembrar de mim! Enfim! É cármico, caso outras vidas existam, é destino, caso destino exista, é a melhor coincidência, caso coincidência seja o nome de tamanha felicidade, é escolha, caso não sejamos apenas fantoches manipulados pelo ventríloquo tempo.
Escrito por tatynha_muitolegal às 12h41
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quero fazer logoff
Agora compro leite enriquecido com cálcio e vitamina D, medo da osteoporose. Indo esquentar o tal leite, companheiro de madrugada, enquanto queimo meus navios, em uma olhadela, dou de cara com Che dormindo em meu travesseiro, como não queria ter que brigar, ignorei, afinal se brigo tenho que tirar o pobre persinha da sua cômoda e satisfatória soneca, ele tem bigodinhos encantados, faz cara de infeliz para não perder o quentinho, minha maldade não dá pra tanto.
Caneca azul e eu, leite quente, olhando o viaduto do Chá, rebolando em uma perguntinha que não quer calar. A verdade verdadeira, é que já tenho a resposta, sempre tive e se não grito aos quatro ventos é por saber que sou tão pequenina para enfrentar certas tormentas.’ Navegar é preciso, viver, não é preciso’.
Sabe do que falo? Daquela mesquinharia mais intrínseca, tão banal quanto profunda, igual a experiência do primeiro beijo aos 12 anos; falo daquilo que sou e faço de conta que não vejo, não percebo, disfarçada entre sorrisos, bons conselhos, gentilezas e comprimidos.
Falo agora do que pulsa diariamente, mas que no minimalismo do cotidiano que se esvai de maneira frenética, se mostra prudente e palatável fingir ter paciência, vontade de não olhar, afinal quando olhamos temos que encarar, esqueletos, tantos, aqueles mesmos que julgava enterrado, que historiadora parca, passado nunca se enterra... Sei bem disso, e sei também, Escola dos Annales, muitos são os fatos, e tudo depende da escolha do ponto de vista.
Hoje me peguei pelo pior ponto de vista, hoje me peguei dialogando com meu pior pecado, aquele mais dolorido, mais mal resolvido, menos olhado, tratado com desleixo.
Véspera de silêncios.
A verdade é que sou do grupo das chatas, brigo com a família para poder reclamar que não sou amada, arranco o telefone da parede pra reclamar que ele não toca, não atendo a campainha pra reclamar que não sou visitada, tenho um gato de estimação pra reclamar que ele solta pelos e durmo de bóbis pra reclamar que dói a cabeça!!!!
Escrito por tatynha_muitolegal às 15h23
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volver
Minha amiga Paty, figurinha carimbada, flutua mais que o padre que gostava de balões, e assim como ele, ao aterrissar, se enroscou nas árvores, e eu passarinha cantante, que fazia ninho no mais alto galho, fui também.
Ótimo, nem queria mesmo ficar lá nas alturas, trocar cortinas tendo que subir em uma escadinha de três degraus que peguei com meu vizinho Ananias já foi uma tragédia, aliás, tenho ido para altitudes muitas vezes, pelos motivos mais doidos, y no me gusta mucho, de forma que ter sido derrubada do meu galho, pela minha amiga foi um favor. Obrigada amiga!
Agora que tudo volta ao normal, tudo como antes no quartel de Abrantes, me sinto ao avesso, tenho essa tendência, sempre que pulo ou caio do galho alto e dou de cara com ‘as putas das saúvas’, reencontro certos sentimentos que já têm a forma do meu corpo e se por um lado isso é péssimo, afinal comodismo é corrida na esteira olhando o Vale do Anhangabaú, quanto mais ando, mais monóxido de carbono respiro, mais arde meu nariz e tudo que alcanço é uma bizoiada no helicóptero do Kassab, o lado positivo é o encaixe, algo melhor que tênis velho??? Me sinto tão confortável, mesmo sabendo que tudo isso é suicídio!!!
Eu deveria dar mais atenção ao meu mapa astral, ta lá, tudinho escrito nas estrelas, me disse a Dani, que o astrólogo vive perguntando por mim, como anda minha vida, se me desfiz das agruras do meu trajeto, colocadas lá no dia do meu nascimento, Pedro, digo, você pode ser pedra, agora yo, soy vulcânica!!!! E sempre sobrevivo quer o meu mapa Astral conspire contra, ou todos os bons anjos digam Amém para meus pedidos mais cândidos.
Nesse momento reflexivo, desembocou um certo sentir atropelado, volto para meu samba de uma nota só, única devoção, profissão de fé, que não se afasta do meu coração nunquinha, nem quando durmo, Morfeu sempre me lembra, noite pós-noite, notícias de Abelardo.
Escrito por tatynha_muitolegal às 00h00
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Por ser de lá, Na certa por isso mesmo, Não gosto de cama mole, Não sei comer sem torresmo... Sou como rês desgarrada, Nessa multidão, Boiada caminhando a esmo...’
Garotinhas do meu Brasil varonil, nem tão varonil assim nos últimos tempos, mas seguimos em frente, afinal, atrás sempre vem gente... É o que esperamos com todas as forças... Estou platonicamente apaixonada, tudo bem, sei que algumas de vocês falarão: e quando não esteve???
Sim, sou a rainha dos castelos de areia e das bolhas de sabão que explodem no ar, sentimentos e intenções que duram um babaloo morango, mas meninas, têm três dias que os sinais mais intensos de paixão platônica tomaram minha mente, só uma obs, alguém quer me dizer o motivo, razão ou circunstância, do amor platônico ter esse nome??? Afinal o amor descrito no Banquete, por Platão, em nada se assemelha as experiências vividas!!!
Enfim, por pura loucura, que espero que acabe até sábado, sem nenhum motivo concreto além da ultra-identificação, aliás, diria Freud, todo amor é pura transferência e projeção, de forma, que o tempo todo ou estamos amando a nós mesmos, ou as qualidades que gostaríamos de ter... Cruel não?????
Então encontrei, um ser incrível, neste arenoso território virtual, um ser que tem uma fala caudalosa, uma mistura de hiperbólico cabeção, ultra-mega intelectual e Nelson Rodrigues. Sim coisa de louco! É do grupo que entende de tudo, de dialética materialista, Kant, Conte, Hegel, atéeeeeeeeeeeeeee pratos típicos... De amores perros, mulheres da casa da luz vermelha, até a devoção e o amor puro!
Mas veja, não é como esses bolhas que todas nós já tivemos o desprazer de conhecer, que faz listinhas medíocres de coisas cool que deve falar, com meia dúzia de nominhos pop para impressionar, não meninas, ele tem a capacidade de tratar obscenidades a partir de Truffaut, fala das ‘costelas’ ‘gazelas’ (linguagem peculiar do cabra), suas noites nos inferninhos e citar Foucault!!!
Quando deprimido, cita O Jovem Verne, quando aburrido, lê Bioy Casares, comentou que procurava uma Dulcinéia para sua vida, ahhhhhhhhhhhhh e rasga um portunhol! encantador! Agora me fala, depois de encontrar essa pérola, que além de tudo é solteirão convicto, ou seja, meu número!!!!!!!!!! O que você faria???????
Contrariando todos os manuais e o bom senso, me declarei, segui a máxima que li no orkut da Paty, ‘quem tem medo de polemica nunca será de vanguarda!!!!’
Se deu certo meu ato insano? Não, por isso estou aqui, cometendo mais uma insanidade, declaração virtual no blog! Tempos de internet!!!! Pagar mico para o mundo todo ver não tem preço...
Mas vale, ele é um lindo, interessantíssimo...
Escrito por tatynha_muitolegal às 01h07
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‘Se você crê em Deus, erga as mãos para os céus e agradeça, você tem o amor que merece’
Nada pior que uma sonsa, sabe do que estou falando? Aquela sempre boazinha e solícita, cara de tristeza sem fim, geralmente animo de velha de 200 anos, cabelo lambido, de uma cor uniforme e sem vida; passa aos olhos da multidão como as mulheres de Atenas, sem gosto ou vontade, como diria o lindo Chico Buarque. A irritação que me agarra pelas vísceras é por usar um pouquinho do meu cérebro, veja, só um pouquinho, e conseguir distinguir que ninguém pode ser boa, puritana, educada e exemplar 24 horas, e se por azar do destino assim for, pobrezinha, irá para o manicômio antes dos 30!
A sonsa é a versão feminina do homem frouxo, o famoso bonzinho, super dedicado a família, super responsável, super esforçado, quase um mártir, sem boca para nada, ou melhor, nada que nos interesse, afinal ele sempre está com ela em uso por aí ...
As sonsas só não são mais lastimáveis, pois, mora um certo prazer maligno nas espertas observadoras, tão saboroso quanto mousse de chocolate do Amor aos Pedaços, o momento em que as sonsas crisálidas saem de seus casulos e de sobressalto, enforcam o astuto machão, usando seu finíssimo fio de seda que aprendeu a fazer com sua irmã encalhada.
Nada é mais saboroso, afinal, o diferencial da moça, era exatamente o bom gênio, a doçura, brandura, paciência, e a inexplicável capacidade de entender o incompreensível, a capacidade de entender os milhares entraves do moço, seus milhões de pepinos ancestrais, sua triste infância, a morte dos parentes mais próximos, as privações, seus desgostos, os muitos relacionamentos falidos e a saudade incomensurável que sente de seu perro que desencarnou tem bem uns 20 anos!
Ledo engano. A hora em que o crème broûlée se rebela, sai do armário com seu tostante maçarico em punho, e se mostra, verdadeira rapadura, dura de roer, o que temos a fazer, nós moças sinceras, que sempre expomos a que viemos, explico, pegamos nossa sofisticada colherinha, comprada em uma Camicado de um shopping na região Sul, afinal vale cada centavo investido, e nos deliciamos com a sobremesa: Cretino Enganado e Flambado!!!! Ula´Lá!
Já experimentaram??? Não tem sensação melhor.
Vale, Vale, Vale!!!
Escrito por tatynha_muitolegal às 19h54
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Aaaaaaaiiiiii,
Indignada com a galera que se encanta por um tostão da minha beleza, indaguei minha sábia amiga Paty: O que há de errado em mim, tão sutil como um hipopótamo em uma loja de cristais, ela solta a pérola da noite: O tamanho das ancas!!!!! (sim eu poderia dormir sem essa... mas a Paty é uma figura, ela e sua teoria que nós mulheres nos apaixonamos pela voz... essa é uma de suas idéias, têm muitas outras, tem teorias que por um lado rendem muita risada e por outro, medo de levar umas borduadas... perto da Paty a vida é sempre surpreendente!)
Hehehehhehe é amiga não é só você que pensa isso... (esse ser é tudooo!!!!)
SEM CHANCE, GI!!!
Gisele Bündchen não acha marido por aqui. Sim, amigo, em alguns lugares do Brasil, a dita über mega super modelo não arrumaria nem para o sal, como diz a gente das antigas.
Mostro a foto da modelo na capa da revista, o caboclo entorta os beiços, silêncio no deserto semi-árido, fecha um pouco os zolhos gastos pelo solzão das esperas, e economiza palavra e saliva: “Presta no amolegamento não, dotô, pegar adonde eu vô?”.
Amaro, 44, balbucia, agora mirando com um só olho, como se fosse dá um tiro de espingarda soca-soca de matar nambus, preás, codornizes e outras misturas e marrecos: “Tão graciosa e passando necessidade!”
Pense na viagem!
No terreiro de casa, passa o rio São Francisco, meio acabrunhado depois da construção da vizinha hidrelétrica de Xingó. No quintal, tem a grota de Angicos, onde Lampião, Maria Bonita e mais nove cangaceiros foram chacinados no ano-calibre de 38, 1938, sete cabalísticas décadas atrás.
No cardápio, dona Gilda Nunes, 58, mãe de 12 criaturas, transforma a memória de necessidades e secas brabas em gastronomia de primeira, coisa fina mesmo. Da cabeça-de-frade, aquele cacto redondinho com o cocuruto vermelho, faz um doce de lamber os beiços; do talo da urtiga faz uma salada para acompanhar o surubim, peixe que já escasseia no velho Chico cansado de guerra. Do facheiro, também nascida na teimosa flora semi-árida, sai uma geléia de matar de inveja o D.O.M. e o Fasano, para citar dois dos mais premiados e metidos a merdas dos restaurantes paulistas.
“A gente tem que aprender a tirar desse deserto tudo que é sustança”, dá o exemplo. “E isso vem de longe, eu já aprendi com a minha mãe, que aprendeu com a dela, que aprendeu mais atrás ainda e as minhas filhas já fazem tudo melhor do que eu.”
Luíza, novinha cheirando a leite, é uma dessas meninas. Faca amolada, tira os espinhos dos cactos com a habilidade de um japonês cortando peixe para fazer sushis. Um mar de água, o cacto desmancha-se na bacia. “Muita gente já matou a sede, em tempo ruim de verdade, com essas plantas”, repete a narrativa que ouviu dos mais velhos. “Os bodes tiram os espinhos espezinhando a cabeça-de-frade, depois enchem o bucho, felizes, Deus sabe o que faz.”
O doce do cacto é de botar abaixo qualquer regime ou cuidado de mulher com a silhueta. Lembra doce de mamão verde, mas é muito melhor mesmo. Embora algumas mais jovens já sigam os padrões estéticos importados na parabólica, sertanejo que é sertanejo aprecia mesmo é uma moça roliça, cheinha. A Gisele, repete Amaro, teria sérias dificuldades para arrumar marido na naç |